quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O mundo e seu final


Quando não são as cenas de decapitação e outras formas bárbaras de tortura, são milhares, quase meio milhão, de migrantes fugindo do terror

Ainda bem que não é para já, embora sejam vários os sinais preocupantes. De qualquer maneira, não é uma boa notícia. Segundo o brilhante físico Stephen Hawking, os habitantes da Terra não vão sobreviver a um novo milênio, a não ser que se mudem para outro planeta, menos frágil, não tão vulnerável, e desenvolvam ali um processo de colonização. Sempre achei um desperdício de tempo e dinheiro essas viagens experimentais ao espaço em busca de outras condições de vida. Esta semana, porém, a Nasa fez uma revelação que reforça a tese de Hawking de que o futuro da humanidade está no espaço. A agência espacial americana anunciou que existem indícios concretos de água corrente em Marte, o que, segundo o chefe do Programa de Exploração daquele planeta, torna possível a vida ali.
Essa é mais uma razão para que o cientista inglês continue estimulando as incursões extraterrestres e incentivando “o interesse público pelo espaço”, onde acredita que esteja a possibilidade de se escapar do apocalipse. “Mais cedo ou mais tarde, desastres como a colisão de um asteroide ou uma guerra nuclear podem nos dizimar”. A salvação estaria em estabelecer “colônias independentes” fora do nosso precário mundinho. O comovente é como o portador de uma doença neurológica incurável se preocupa tanto com o futuro dos outros, ele, que tem o seu tão limitado.

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